03.08.10
Agosto
Conteúdo relacionado: Geral / Publicado por: Mariana
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O Desvendar da Voz
Por Marcelo Petraglia, músico.
Cantar. Algo tão intimamente ligado à nossa natureza, que quase não podemos evitar. Cantamos a alegria e a tristeza, nossos sonhos e a história. Transportamos para a voz o íntimo de nossa alma e nos confraternizamos em coro.
Entretanto, essa capacidade inata do ser humano parece estar cada vez mais sendo abafada, destruída e perdendo sua vitalidade. As causas são muitas: o atrofiamento do sistema auditivo- fonador pelo impacto da poluição sonora, a perda da orientação e da distinção entre a voz falada e a voz cantada e o acúmulo de tensões em nosso sistema muscular e respiratório, são apenas alguns exemplos.
É neste contexto que a “Escola do Desvendar da Voz” vem prestar sua contribuição na direção de uma regeneração do canto. Por “Escola” entendemos caminho. Caminho de auto-desenvolvimento que se propõe, a partir da voz, a trabalhar, lapidar, “Desvendar” aquilo que brota do fundo da nossa alma. Caminho que nos ensina a ouvir o que vem do interior de nós mesmos e dos que estão à nossa volta e que, ao mesmo tempo, nos dá as ferramentas para transformarmos o que se manifesta.
Acredito que uma profunda transformação pessoal e social pode se dar através do canto, assim como ele é desenvolvido dentro da “Escola do Desvendar da Voz”. Pois, o trabalho desta se apóia numa imagem integral do ser humano e aponta um caminho prático de desenvolvimento. Suas etapas, bem como seus exercícios particulares, foram desenvolvidos pela cantora sueca Valborg Werbeck-Svärdström em conjunto com Rudolf Steiner, buscando um cantar que fosse uma manifestação do tom arquetípico, que se revela ao nosso ouvido interior, permeia nosso corpo e doa-se ao espaço.
Quem percorre este caminho experimenta uma transformação nos diversos níveis do seu ser e principalmente uma metamorfose da audição. Esta se dá simultaneamente à medida que os véus que obscurecem e amarram a voz são desvendados.
Mas, como em todo processo artístico, o caminho só o conhece quem o trilha. E uma vez começada a caminhada não se sabe quão longa ela será e a que destino chegaremos. Feliz é aquele que logo percebe que a meta é o próprio caminho e a ele se entrega colhendo, na auto-transformação, os frutos de seus passos.
Cantemos!
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Agosto é o mes dos ventos. O céu se enche de pipas coloridas, as árvores balançam, os pássaros procuram seus ninhos, os cata- ventos giram e giram…
Aqui você encontra versos, histórias e as letras das canções
Confira neste site o Canto Desvendar da Voz, aulas de lira e Kântele para adultos e crianças.
A música pentatônica, trazida por este belo instrumento, o Kântele, tem também uma função terapêutica, pois atua na harmonização da respiração. Dar e receber, atividade e relaxamento, concentração e expansão, ir para si e ir para o ambiente… A nossa vida psíquica também precisa respirar. A vivência com instrumentos e cantigas pentatônicas favorece o retorno a um ponto de equilíbrio, trazendo sensação de calor, aconchego e proteção. Podemos, assim, exercitar um “ambiente pentatônico”, que pode ser conferido a qualquer canção.
O Vento (canção pentatônica)
P. M. Riehm
Clique para ouvir no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=vRBIXDXIPYs
Vento canta, vento dança
Entre as folhas, num vai e vem
E o amigo passarinho
Canta feliz e dorme em seu ninho
Balançam com a brisa
Clique para ouvir no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=kHWa0OBR4Hc
As árvores balançam, balançam, balançam
As árvores balançam, balançam com a brisa
Os passarinhos voam
Sim, voam
Sim, voam
Os passarinhos voam
Sim, voam com a brisa
A linda flor se inclina, se inclina, se inclina
A linda flor se inclina, se inclina com a brisa
Escute no link abaixo uma linda história de Ruth Rocha- “Nosso amigo ventinho”
http://www.radio.uol.com.br/#/musica/ruth-rocha/nosso-amigo-ventinho/54065?action=search
O Sol e o vento ( poesia )
O sol e o vento apostaram
Qual dos dois era o mais forte
E qual dos dois retirava
Do viandante o capote
Primeiro soprou o vento,
Mas era em vão que soprava,
Pois o homem, friorento,
Mais seu capote fechava
Então o sol resplendente,
Seus doces raios lançando,
Veio aquecer lentamente
O homem que ia passando;
O qual, em dado momento,
Se despojou do capote,
Revelando ao sol e ao vento
Qual dos dois era o mais forte.

