31.03.10

A Páscoa é uma festa universal onde os homens, independente de credo e origem, comemoram o renascimento da vida

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CANTANDO A PÁSCOA

Aqui você encontra versos, histórias e as letras das canções

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No outono, a estação da Páscoa, encontramos lagartas a tecer seus casulos, que se transformarão em lindas borboletas. Aquilo que se arrastava no chão, de repente se transfigura em leveza e liberdade. Uma inspiração para tecermos também nossa vida interior, nosso casulo, conquistando a cada dia leveza e liberdade de espírito.

A Páscoa pode ser celebrada em casa com as crianças, com canções, versos e histórias.

Clique nas partituras para vê-las ampliadas.


Brincadeira de dedos

(Enquanto falamos o verso, movimentamos mãos e dedos)

Era uma vez uma lagartinha (ind. mão dir.)
Que encontrou quatro folhinhas ( 4 dedos m. esq.)
Uma ela mastigou (ind.)
A outra ela engoliu (médio)
A outra ela triturou (anular)
E a outra ela devorou. (mindinho)

Veio um raio de sol e a enrolou ( braços se abrindo em arco)
Veio a chuva (gesto de chuva caindo)
Veio o vento

V vvvvvv
Veio outro raio de sol e a acordou
Êpa, duas anteninhas! (mão esq. Ind. e med.)
Êpa, duas asinhas! ( mexe os outros dedos m.esq.)
E numa linda borboleta a transformou (duas mãos em asas juntas).
E voou, voou, voou.

Fonte: www.festascristas.com.br

Brancas, azuis, amarelas e pretas
Brincam na luz as belas borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas.
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então . . .
Oh, que escuridão.

Vinícius de Morais

Ressurreição

Ruth Salles

Sobre o silêncio apagado de luzes,
a noite lentamente estende o escuro manto;
e lá debaixo dele, longe
dos olhos curiosos dos homens,
ela prepara o próximo e veemente
borbulhar de águas,
irromper de plantas,
despertar de almas.
E, quando ela se vai
com um leve gesto erguendo a sombra, desvendando a vida,
o dia, ainda trêmulo, escapa no horizonte,
e surge o sol,
surge o sol aclarante, inundante!
E na ordem do tempo se revela
a eterna luz
a eterna florescência!

Fonte: www.festascristas.com.br

O Coelho da Páscoa

(Conto russo recontado por Christa Glass)
Era uma vez um pai coelho de Páscoa e uma mãe coelha de Páscoa que tinham sete filhos. Ao aproximar-se a época da Páscoa, eles resolveram testar os coelhinhos para ver qual deles era o verdadeiro “coelho de Páscoa”.

A mãe pegou uma cesta com sete ovos e pediu para que cada filho escolhesse um para esconder.

O mais velho pegou o ovo dourado e saiu correndo por campos e montes até chegar ao portão da escola, mas deu então um salto tão grande e tão apressado que caiu de mau jeito quebrando o ovo. Esse não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O segundo escolheu o ovo prateado e pôs-se a caminho. Ao passar pelos campos encontrou a raposa. Esta queria comer o ovo e pediu-o ao Coelho. Ele não lhe quis dar. A raposa prometeu-lhe então uma moeda de ouro, conseguindo assim que o coelho a seguisse até sua toca. Chegando lá, a raposa escondeu o ovo e, com cara feia, mostrou os dentes como se quisesse comer o assustado coelhinho que saiu correndo o mais que pôde. Esse também não era o coelho de Páscoa.

O terceiro escolheu o ovo vermelho e pôs-se a caminho. Ao atravessar o campo encontrou-se com outro coelho e pensou: “Ainda tenho muito tempo. Vou lutar um pouco com ele”. Os dois coelhos lutaram e rolaram tanto pelo chão que amassaram o ovo. Também esse não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O quarto pegou o ovo verde e pôs-se a caminho. Quando passava pela floresta ouviu o chamado da Pega (1) que, pousada no galho de uma árvore, gritava: “Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho assustado olhou à sua volta procurando um lugar para esconder o ovo.

- “Dá-me o ovo que eu o esconderei em meu ninho”, disse a Pega. O coelho deu-lhe o ovo mas, percebendo que não havia raposa alguma quis o ovo de volta. A Pega respondeu maldosamente: ”O ovo está muito bem guardado no meu ninho. Vem buscá-lo se quiseres”. Esse também não era o verdadeiro coelho de Páscoa.

O próximo escolheu o ovo cinzento. Quando ia andando pelo caminho chegou a um riacho. Ao passar pela ponte viu-se espelhado nas águas. Ficou tão encantado com sua própria imagem que se descuidou do ovo indo este se espatifar numa pedra. Esse também não era o coelho de Páscoa.

O outro coelhinho escolheu o ovo de chocolate e pôs-se a caminho. Encontrou-se com o esquilo que lhe pediu para dar uma lambida no ovo. – “Mas este ovo é para as crianças”, disse o coelho.

O esquilo insistiu tanto que o coelho deixou que ele desse uma lambida no ovo. O esquilo achou-o tão gostoso que o coelhinho resolveu dar também uma lambidinha. Lambida vai, lambida vem, os dois acabaram comendo o ovo. Esse também não era o coelho de Páscoa.

Chegou então a vez do mais jovem. Ele escolheu o ovo azul. Quando passou pelo campo, veio-lhe ao encontro a raposa, mas o coelho não entrou na conversa dela e continuou o seu caminho. Mais adiante encontrou o outro coelhinho que queria lutar com ele, mas ele não parou. Continuou caminhando até chegar à floresta. Ouviu os gritos da pega – “Cuidado! A raposa vem vindo!”. O coelho não se deixou enganar e continuou seu caminho. Chegou então ao riacho e cuidadosamente atravessou a ponte sem olhar para sua imagem refletida na água. Encontrou-se mais adiante com o esquilo mas não lhe permitiu lamber o ovo, pois este era para as crianças.

Chegou assim até o portão da escola. Deu um salto nem curto nem longo demais, chegando ao outro lado sem danificar o ovo. Procurou um esconderijo adequado no jardim da escola onde guardou cuidadosamente o ovo. Esse era o verdadeiro “Coelho de Páscoa”!

(1)  Ave que vive na Europa e que leva objetos cintilantes para seu ninho)

Fonte: www.festascristas.com.br

Se você não lê partituras, clique no link abaixo e escute no youtube uma gravação doméstica das canções, com o som do kântele e da Lira.  Aprenda e cante com as crianças.

http://www.youtube.com/watch?v=FpKjASc_CKU

A lagarta (música de Luciana Betti e Marcelo Petraglia)

Quando a lagarta se recolhe

Ela dorme e se envolve

Num casulo delicado

E da escuridão nasce a luz

Que dá vida à borboleta

Voa cor de flor em flor

Olha a lagarta (música)

Olha lá como a lagarta vai andando, se arrastando!

E no escuro do casulo vai se enrolando.

E quando o sol vem esquentar

Uma linda borboleta vai voar

E de flor em flor ela vai passear

E de flor em flor ela vai passear

E uma linda flor ela vai visitar.

Borboleta Azul (música)

Borboleta azul

Voa pelos campos

Campos multicores

Cheios de flores

Voa pelos ares

Pelo azul do céu

Brinca com o vento

Como um véu

Outono (música)

Tardes Azuis e serenas

Folhas douradas no chão

Doce brisa sussurrante

Verde ausente

Sono profundo

Fonte: www.festascristas.com.br

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Reportagem de capa do Jornal Pampulha do domingo de Páscoa


http://www.otempo.com.br/jornalpampulha/noticias/?IdEdicao=188&IdCanal=18&IdSubCanal=&IdNoticia=5692&IdTipoNoticia=1

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Vivências são importantes para formação das crianças

O costume de presentear os amigos e parentes com ovos decorados, sejam eles de galinha, pato, ganso ou de porcelana é uma prática que vem desde a Antiguidade. Símbolo de nova vida e de fertilidade, o ovo e o coelho surgem como complementos que reforçam a confraternização e a celebração da existência.

Para a pedagoga Mariana Mata Machado, as festividades da Páscoa aparecem como oportunidade para despertar valores e vivências mais humanos. Professora fundadora da Pólen Escola Waldorf, Mariana conta que tais celebrações são importantes para a formação da criança, na sua percepção de si e do mundo à sua volta. “No outono, a estação da Páscoa, encontramos lagartas a tecer seus casulos, que se transformarão em lindas borboletas. Aquilo que se arrastava no chão, de repente se transfigura em leveza e liberdade. Uma inspiração para tecermos também nossa vida interior, nosso casulo, conquistando a cada dia leveza e liberdade de espírito”, analisa.

Segundo explica, a tradição de, a cada novo ano, comemorar ludicamente a data reafirma boas lembranças da infância e ajuda a formar a base afetiva e psicológica da criança. “A experiência da repetição traz segurança para a criança e, mais tarde, força e eixo para o adulto”, expõe. “Os ovos que foram escondidos serão procurados, numa analogia à busca do adulto por dar à vida um sentido maior do que o mero consumo”, complementa.

(ML/Especial para o Pampulha)

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